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Opinião

Selecção Angolana de basquetebol é como a Coca-Cola

Ana Margoso

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Em diplomacia as grandes marcas como a Coca-Cola, a Disney, o charuto de Fidel, e o carnaval no Brasil, entre outras, funcionam como uma espécie de embaixador dos Estados no cenário internacional.

Se alguém falar sobre a Coca-Cola, que é só a bebida mais popular em todo mundo, certamente que o nosso pensamento voará para os Estados Unidos, onde ela surgiu.

Léo Messi, Argentina, Cristiano Ronaldo, Portugal, Modric, Croácia, Dembelé ou Griezman, França, são hoje considerados as imagens de marca dos seus países no exterior.

Michael Jordan, a maior estrela dos Chicago Bulls, e um dos melhores jogadores da NBA de todos os tempos, é, ainda hoje uma marca dos EUA. É através da NBA que o mundo percebe a importância que estes dão a este tipo de desporto.

Ao fazer a marcação para o quarto de um hotel, apercebendo-se que eu falava fluentemente o português, o recepcionista disse-me que o único português que ele conhecia, era CR7.

Muito embora estivesse errado quanto ao meu país de origem, o certo é que, o facto de eu falar português levou com que o meu interlocutor rapidamente associa-se a língua a um país, e a uma determinada marca, que é o de melhor jogador do mundo eleito pela FIFA, em 2017, Cristiano Ronaldo.

Angola também possui as suas imagens de marca, sendo a nossa selecção sénior masculina de basquetebol, um exemplo disto.

Se quisermos de facto ser levados a sério e ser conhecidos a nível do globo por outros motivos que não a corrupção, então é necessário dar valor as marcas que nos engrandecem.

O basquetebol é a modalidade que mais alegria trouxe aos Angolanos, desde que nos tornamos independente.

As estatísticas falam por si: onze medalhas de ouro, em Afrobasket, com 20 participações, sete presenças em Campeonatos do Mundo, e cinco nos Jogos Olímpicos.

Hoje, mais do que nunca, e por termos uma equipa bastante jovem, é hora de Angola se unir à volta da nossa selecção de honras.

O primeiro passo já foi dado, o nosso país conseguiu a classificação para o Mundial da China à acontecer em Agosto do proximo ano.
Agora é responsabilidade de todos Angolanos acarinhar os nossos embaixadores que terão a missão de melhorarem a nossa última prestação.

É hora de surgirem os apoios financeiros, materiais e morais para que os nossos rapazes cheguem confiantes e tenham uma boa participação.

A nossa equipa é uma marca que representa não só o nosso país no exterior, como é uma das selecções mais temida a nível do continente africano.

Como tal, não podem ser tratados como enteados.

Acredito que muitos dos jovens que hoje compõem o nosso combinado nacional têm o sonho de fazer igual ou melhor que as estrelas como Jean Jacques da Conceição, José Carlos Guimarães, Aníbal Moreira, Herlander Coimbra, David Dias, Benjamin Avô. E, mais recentemente, Miguel Lutonda, Olímpio Cipriano, que ainda continua no activo, Baduna, Kikas Gomes, Eduardo Mingas, Milton Barros, só para citar estes.

E, para que tal aconteça é necessário que hajam apoios.

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