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Corpo de advogada Carolina da Silva encontrada na fossa da própria casa

Redação

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A advogada Carolina Joaquim de Sousa da Silva, de 26 anos de idade, que foi dada como desaparecida desde Quinta-feira, 29, terá sido morta e escondida na fossa da casa em que residia há dois anos com o marido, identificado por Olívio da Silva.

A delegação do Ministério do Interior de Luanda esclareceu ontem, em nota de imprensa, que cinco dias depois de ela ter desaparecido, após um árduo trabalho de investigação dos operacionais do Serviço Provincial de Investigação Criminal (SPIC), foi possível localizar o corpo da vítima na fossa da sua própria residência.

O SPIC garante que tão logo tomou conhecimento do desaparecimento de Carolina da Silva, uma das suas equipas realizou várias diligências no sentido de a localizar, tendo em conta que as informações preliminares davam conta de que os familiares haviam perdido o contacto com ela assim que saiu de casa para o serviço.

Na Sexta-feira, Olívio da Silva deslocou-se à TV Zimbo, órgão do grupo Media Nova, do qual OPAÍS faz parte, para denunciar publicamente o desaparecimen-
to da sua mulher que se encontrava no segundo mês de gestação daquele que seria o primeiro filho do casal.

No entanto, a suspeita de que a mesma teria sido raptada foi descartada no decorrer das investigações, pelo facto de o seu corpo não ter sido localizado em nenhuma das morgues da capital do país e existirem poucos factores que, usualmente, servem de motivo de atracção por parte dos indivíduos que se dedicam a tais práticas. Olívio da Silva, marido da vítima, foi notificado a comparecer nas instalações do SPIC durante o fim-de-semana, para prestar mais informações sobre a vítima e as pessoas com quem ela convivia, com vista a auxi- liar os investigadores na descoberta do que se passara.

A sua convocação deveu-se ao facto de ter sido o último membro da família com o qual a vítima teria mantido contacto antes de, alegadamente, se ter deslocado ao escritório de advogados Legis Veritas, localizado na Maianga.

Ele terá contado aos investiga- dores, de acordo com uma fonte de OPAÍS, que a sua mulher estava grávida de dois meses e que, na manhã desse fatídico dia, como o carro dela está avariado, tinha-a levado até uma paragem de táxis próximo de casa. Daí, Carolina da Silva teria subido numa viatura que fazia serviço de táxi.

Terá contado que, passado algum tempo, telefonou para a sua companheira, com quem namorara durantr dez anos e casou há dois, para se inteirar sobre como estava a decorrer o seu dia, mas não foi bem-sucedido. O telemóvel dela dava sinal de estar desligado.

Aos polícias, terá manifestado que ficou preocupado com o silêncio demorado e sem explicação da sua amada, pelo que foi a casa da sua sogra julgando que a haveria de encontrar lá. Como não encontrou a mãe de Carolina da Silva, telefonou para saber se ambas estavam juntas e também não teve sucesso.
Foi a partir daquele instantes que o jovem e os familiares da sua mulher decidiram de- nunciar o seu desaparecimento às autoridades, depois de terem desencadeado uma busca incessante pelos hospitais e morgues da capital do país.

Para os investigadores do SPIC Luanda, essa história contada por Olívio da Silva poderia ter tanto de verdade como de mentira, pois, existiam algumas “peças que não se encaixavam e levantavam outras suspeitas”.

Na manhã de ontem, os vizinhos do casal foram surpreendi- dos por uma equipa de efectivos do SPIC na casa do casal, onde se encontrava o jovem Olívio da Silva e uma das suas cunhadas que, inconformada com o desaparecimento da irmã, ia para lá frequentemente.

Em declarações a OPAÍS, um dos vizinhos que frequenta a casa disse que os polícias revistaram-na e encontraram alguns indícios que os levaram a suspeitar de que o corpo de Carolina da Silva estivesse escondida na fossa de casa.

Um dos polícias saiu com a irmã dela, enquanto os outros permaneceram em casa, com o Olívio da Silva a acompanhar os trabalhos de abertura do local reservado ao dejectos humanos. Por conta disso, recaem fortes suspeitas de ele ser o autor deste crime hediondo.
“Parece que ele matou a Carolina por suspeitar que o filho não era seu. Vamos aguardar pelo re- sultado das investigações para saber se isso é mesmo a realidade”, frisou um dos vizinhos do casal.

C/ OPAIS

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