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Pacientes recorrem a “Kimbadeiros” por falta de Medicamentos no Hospital do Luau

Redação

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- HOSPITAL DO LUAU - Pacientes recorrem a “Kimbadeiros” por falta de Medicamentos no Hospital do Luau

Com a falta de medicamentos e de mais médicos para atender a demanda dos pacientes que têm procurado os serviços do Hospital Municipal do Luau, muitos são os cidadãos que por falta de paciência têm recorrido aos Kinbandas, no sentido de verem á sua Saúde melhorada.

Sendo o único Hospital Municipal, aquela unidade hospitalar tem enfrentado diversas dificuldades, desde a carência de medicamentos, a paralização das máquinas nos laboratórios, de materiais gastaveis, de mais médicos, e das suas infra-estruturas que já não respondem a demanda, tendo em conta o crescimento da densidade populacional da região, dificuldades estas, que segundo fontes do Correio da Kianda já é do conhecimento do Ministério da Saúde, que até ao momento ainda não interviu, no sentido de minimizar a situação.

Situado na Fronteira com a República Democrática do Congo, numa distância de apenas 10 Quilómetros, alguns cidadãos contam que a presença de Quimbadeiros Congoleses no Município, tem servido de recurso para muitos, principalmente para portadores de HIV-SIDA que olham para o tratamento tradicional como sendo o eficaz e capaz de encontrar a cura.

” Aqui no Luau tem muita gente com sida, e as vezes não aceitam ir ao Hospital por causa do medo e da vergonha. Por isso preferem ir nãos Quimbadeiros que aqui temos, e na sua maioria são do Congo. Contou ao Correio da Kianda uma das nossas interlocutoras.

Apontado como o Município com um número elevado de pessoas portadoras do vírus de HIV-SIDA, alguns cidadãos contam, que é através da doença, que alguns supostos Quimbadeiros congoleses, intitulando-se de serem capaz de curar a doença, e aproveitam a ingenuidade dos cidadãos para os extorquirem o seu dinheiro usando um suposto tratamento, com promessas de cura.

” As pessoas que vão nestes Quimbadeiros dizem que o Quimbadeiro lhes promete que o tratamento demora, e as vezes faz um ano, por isso tem que pagar mensalmente 15 mil. Mas conheço pessoas com sida que andaram a ir nesses tais Quimbadeiros que mesmo assim, morreram” Conta Arminda Francisca, moradora de um dos bairro daquele municipio.

O negócio de adivinhas e tratamento de doenças através de espírito, cresce no Luau. Um município que dista á aproximadamente 311 Quilometros da Capital da Província e a 10 Quilómetros com República Democrática do Congo.

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