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Advogados de Manuel Vicente negam que ele tenha nacionalidade portuguesa

Redação

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Os advogados do antigo vice-presidente, Manuel Vicente, desmentiram as declarações da eurodeputada Ana Gomes sobre a nacionalidade portuguesa de Manuel Vicente e de esta ter sido invocada na Operação Fizz, considerando-as “graves e afastadas da verdade”.

“As declarações da Sra. Dr.ª Ana Gomes são graves e afastadas da verdade, o que não pode deixar de ser assinalado, ignorando-se as suas «fontes» ou motivações, e impondo-se desde já estes necessários esclarecimentos”, numa nota enviada à Lusa pelos advogados Rui Patrício ( na foto) e João Cluny, defensores de Manuel Vicente no processo que em Portugal ficou denominado como Operação Fizz.

Ana Gomes disse, no sábado, em declarações à agência Lusa, que Manuel Vicente tem nacionalidade portuguesa e que o facto foi invocado pelo seu advogado numa peça processual apresentada quando o processo [Operação Fizz] ainda estava aberto em Lisboa.

Os dois advogados desmentem esta afirmação, frisando que desconhecem “a que suposta peça processual a mesma se refere quando diz que a nacionalidade foi invocada pelo seu advogado”.

“Tal nunca ocorreu, é falso, tal como a invocada nacionalidade”, sublinha.

Em declarações proferidas em Luanda, a eurodeputada diz desconhecer como Manuel Vicente adquiriu a nacionalidade portuguesa, mas “a verificar-se tal situação, o facto “violou” a Constituição angolana, designadamente nas exigências que faz relativamente a quem pode tornar-se Presidente ou vice-presidente da República”.

Como é que [Manuel Vicente] adquiriu a cidadania portuguesa não sei. Eu sei é que isso foi invocado pelo seu advogado numa peça processual que apresentou em Lisboa, quando o processo ainda estava aberto”, afirmou.

Os defensores de Manuel Vicente, dizem que, no processo que envolve o ex-presidente de Angola, e que foi remetido para as autoridades judiciárias angolanas, “já se assistiu a tudo”.

“Neste processo, e em várias vertentes e planos, e desde a fase de investigação, assistiu-se já a tudo: desde aspetos e factos mal explicados, não explicados, e de que ainda se espera explicação, factos omitidos, falsos e contraditórios, até associações, presunções e raciocínios sem qualquer suporte, explicação ou razoabilidade”, consideram.

Ana Gomes falava à Lusa após a 3.ª Conferência sobre Transparência, Corrupção, Boa Governação e Cidadania em Angola, organizada em Luanda pela Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD).

LUSA

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