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Opinião

O Tokoísmo, um movimento Nacionalista

O que seria da história sem o homem? Órfã.

Olivio N'kilumbo

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Em 2016 o historiador Patrício Batsîkama deu-me o beneplácito de apresentrar mais uma das suas obras intitulada “Simão Toko o Nacionalista da Paz em Angola”. Nesta semana que antecede o 43o Aniversário da nossa Independência, decidi rebuscar a opinião que apresentei sobre a referida obra e viajei na espiritualidade africana, refletindo o seu poder e tentando transformar o Tokoísmo como um Axioma da Filosofia Africana.

A obra, para mim descreve um movimento Nacionalista, é um retracto de excelência sobre a história de Angola e seus percursores, distantes dos “donos” da verdade os políticos. Foi uma honra falar de tão grande figura religiosa, pensador africano até ao processo de adaptação para visão de Messias Africano na fase final da luta de libertação de Angola como forma de resistência da pressão europeia em desacreditar a Negritude e sua Natureza. Os africanos sempre acreditaram na existência de um ser supremo, muito antes das duas grandes invasões religiosas nomeadamente o Islão no Séc VIII e o Cristianismo no Séc XV. O sonho da Liberdade e do Nacionalismo em Angola é obra-prima dos reinos que existiam na região que hoje se chama Angola, que com bravura resitiram a penetração, ocupação e fixação Europeia, só mais tarde a Igreja tomou o espirito da luta. Os movimentos religiosos africanos, as missões evangélicas protestantes (Kibokolo, Dembos e Dondi) bem como alguns Padres Católicos, já falavam de um sonho nacional e contribuíram bastante para a emancipação dos povos de Angola mesmo antes da existência dos movimentos de libertação nacional.

É tarefa dos partidos políticos continuar este feito proclamado em 1975. Simão Toko foi um profeta ético de religiosidade africana adpatado ao Amor de Cristo, apresentado numa perspectiva endógena. É ainda um património histórico de Angola, o nacionalismo por via do Tokoismo é uma obra com profundidade política que, deve ser mais estudada. O Cristianismo espalhou-se então livremente por todo mundo Romano Séc. VII a.n.e e, quando o Império se desagregou, a Igreja Cristã permaneceu como consequência, Mao Tse-Toung definiu a “Religião como o ópio do povo” 1893-1976. Porém o Tokoismo deve ser definido como um dos maiores sinais e movimentos de libertação emAngola no período de luta anti-coclonial, um verdadeiro grito de liberdade, baseado na luta sem violência do profeta ético oriundo do Reino do Kongo um dos mais avançados Reinos do Séc. VX, confirmado pelos europeus a quando da sua chegada na fôz do Rio Zaire em 1482. Toko, o pequeno Mestre e vidente anunciava uma Angola de hoje verbalizando o nacionalismo numa terra sob julgo colonial, posso ainda classificá-lo como um continuador nato da missão de Dona Beatriz Kimpa Vita (profetiza africana) dentro de uma confluência de espiritualidades negro-africanas manifestada no antigo Reino do Kongo. O autor traz ao debate a interpretação filosófica de Toko e seu Tokoismo, nos fará compreender o sentido da santidade numa visão axiológica como símbolo de continuidade da presença de Toko no Tokoismo encarnado num Messias Negro e Libertador, naquela que pode ser a teologia Tokoista. O sentido de pertença, a igualdade, o pluralismo cultural como princípio de bem-estar colectivo, dão valor ao sentido do Sagrado e do Espiritual, o valor da Família, o respeito e Amor pela Vida e pelos Antepassados, a Rejeição da ideia de aniquilar a Vida, a Solidariedade, a Vida Comunitária e Herança Tradicional que privilegia o Colectivo, em vez do Individualismo. São preceitos do Nacionalismo e do verdadeiro Sentido de Estado anunciados por meio do Tokoismo. “Simão Toko o Nacionalista da Paz em Angola” é uma verdadeira digressão reflectiva, é a visão que faltava para estudar a génese científica do Tokoismo, é um contributo ao pensamento da filosofia Níger Kongo que vai apimentar o debate e estabelecer pontes para que se compreenda e se valorize mais a profecia Cristã por meio do Tokoismo que, foi descrito pelo jornal Diário de Luanda de 3 de Agosto de 1974 como “Tokoismo um exemplo de Democracia Cristã”.

Simão Toko é um percursor irrefutável da história de Angola, da Espiritualidade africana, provado cientificamente na obra de Batsîkama.
O Tokoismo deve ser compreendido como um movimento de libertação nacional, e um verdadeiro axioma da filosofia africana.

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