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Venda e reparação de telemóveis nos mercados informais com dias contados

António Sacuvaia

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- Reparadores de Telemoveis - Venda e reparação de telemóveis nos mercados informais  com dias contados

Com o propósito de resgatar a autoridade do Estado, no âmbito da “operação resgate”, o Ministério do Interior promete acabar com a venda de telemóveis nos mercados informais, como uma das medidas de repor a ordem social e econômica no País.

Segundo o Ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, que falava durante o lançamento da operação resgate que inicia dentro de 7 dias, será proibido a venda de produtos não autorizados em mercados informais, como telemóveis e peças de carros , sendo que, só as lojas autorizadas para o efeito, poderão realizar esta actividade.

Em reação á está medida, o Correio da Kianda deslocou-se ao mercado dos congolenses, conhecido como um dos maiores locais de venda e reparação de aparelhos electrónicos para ouvir vendedores e especialistas em reparação, e quase todos foram unânimes em discordar com a medida que em Novembro entrará em vigor, alegando terem aquela actividade como um garante de sustento para as suas familias.

” Nós vamos ir a onde? Trabalho não aparece, tratar documento para abrir uma clínica de telefone é difícil e demora muito, assim então vamos viver como? Questiona-se um dos nossos entrevistados.

O surgimento de locais de reparação de telemoveis em Luanda, remonta há já algum tempo. Nos mercados informais por exemplo, alguns cidadãos ergueram roulotes, enquanto que outros, foram construídas de raiz, uma inciativa que segundo os nossos interlocutores era visto como um princípio de emprededorismo.

” Aqui nesta praça como o Sr. Jornalista pode ver, uns reparam em bancadas, mas nós que vendemos telemóveis e também reparamos, tivemos que construir. Isto é uma pequena empresa para nós que estamos a começar, e agora o Estado quer vir acabar com esta nossa actividade, achas isto justo? Indignado, desabafa um dos jovens vendedores no mercado do Zango 4 em entrevista ao Correio da Kianda.

Para o combate à venda desordenada, no âmbito da operação resgate, alguns especialistas defendem mais sensibilização por parte das forças policiais que estarão envolvidos, e menos repressão como medidas de acautelar reações por parte dos Ambulantes.

A venda Ambulante no País, apesar de nao ser considerada, ainda, uma profissão, tem servido, para muitos, como uma fonte de rendimento e subsistência.

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