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Greve na TCUL paralisa autocarros públicos

Redação

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Apenas 20 dos 80 autocarros da Empresa de Transporte Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) estão em circulação, devido à greve parcial iniciada nesta terça-feira, em Luanda, pelos trabalhadores que reivindicam a melhoria das condições sociais e de trabalho.

Essa empresa pública transporta diariamente 90 mil passageiros e com esta paralisação na ordem de 75 por cento, apenas 22 mil e 500 passageiros poderão contar com os préstimos da TCUL, aumentando deste modo as dificuldades dos cidadãos que fazem dos autocarros o seu meio de locomoção.

Consta do caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato à administração da emprsa, a regularização e o reajuste salarial, os pagamentos do INSS, do subsidio de alimentação e de diuturnidade, implementação do qualificador ocupacional e o seguro obrigatório contra acidentes de trabalho e doenças profissionais.

De acordo com o coordenador do grupo sindical da TCUL, Octávio Francisco, que falava hoje à Angop, os trabalhadores pretendem um reajuste na ordem de 30 por cento para os trabalhadores que ganham de AKZ 35 mil a AKZ 94, 10 por cento para os que auferem de AKZ 94 mil a AKZ 141 mil e de 5 por cento os trabalhadores que têm um ordenado de AKZ 141 mil a AKZ 232 mil.

Informou que a segurança social não tem sido paga há muitos anos, e os mais de 100 trabalhadores que se encontram doentes não fazem parte da junta médica e o pouco salário não tem servido para a resolução deste e dos demais problemas.

Os 20 autocarros em circulação estão a fazer apenas as rotas (Capalanca/ Primeiro de Maio, Vila de Cacuaco/Sequele, Sanatório/Benfica e Zango/Vila de Viana).

Alertou que nas próximas 72 horas, contando a partir de hoje, se a entidade empregadora não dialogar com os grevistas, a paralisação vai passar de parcial para geral.

Por sua vez, a entidade patronal, representada pelo responsável do departamento de Comunicação e Imagem da TCUL, Jesus Dias dos Santos, explicou que grande parte dos problemas apresentados pelo grupo sindical já dura há mais de 10 anos e que a resolução na totalidade não será possível de momento, devido à situação económica e financeira do País e da empresa em particular.

Em relação à regularização da dívida com a segurança social, IRT, subsídio de diuturnidade e de alimentação, assim como a melhoria da assistência médica e medicamentosa, estão a ser equacionadas.

Quanto ao qualificador ocupacional, referiu que está a ser implementado com o acompanhamento da própria comissão sindical.

Jesus Dias dos Santos explicou que o conselho da administração vai dialogar com os trabalhadores, para chegar a um entendimento, de modo que a TCUL volte a funcionar com normalidade.

O novo conselho de administração da empresa nomeado em 2017 tem partilhado informações com o grupo sindical, como o fornecimento de relatórios sobre as receitas arrecadadas pela TCUL, recursos considerados insuficientes para resolução dos problemas apresentados pelos trabalhadores.

O responsável apelou aos trabalhadores da empresa o bom senso.

Com mais de 1800 trabalhadores a TCUL.

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