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Entenda as motivações dos eleitores para votar em Bolsonaro e Haddad

Redação

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O segundo turno das eleições presidenciais, em 28 de outubro, tem grandes chances de consagrar como vencedor o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, partidário da liberalização do uso de armas para combater a criminalidade e das privatizações para recuperar a economia.
Seu adversário, Fernando Haddad, do PT, promete frear as privatizações e retomar as políticas de inclusão social vigentes durante os mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e de sua sucessora, Dilma Rousseff, destituída em 2016 por um processo de impeachment.

Bolsonaro foi crescendo nas pesquisas de intenção de voto e ficou perto de decidir o pleito no primeiro turno, em 7 de outubro, ao obter 46% dos votos contra 29% pra Haddad. Este teve menos de um mês para fazer campanha, após substituir no último momento o popular Lula, que teve a candidatura impugnada devido à sua situação judicial.

Confira quais são os principais chamarizes de voto para cada candidato.

– Bolsonaro: um ‘recém-chegado’ –
Sua retórica enérgica contra o crime e a corrupção fez eco em eleitores cansados de homicídios, roubos e subornos. Muitos interpretam o apoio obtido por este capitão do Exército da reserva – um nostálgico da ditadura militar (1964-1985), que justifica os métodos de tortura usados na época – mais como um anseio de restabelecimento da ordem do que como uma guinada para um autoritarismo antidemocrático.

Além disso, a mensagem em defesa de “valores familiares” de Bolsonaro conquistou muitos católicos e evangélicos.
Segundo David Fleischer, professor emérito de ciências políticas da Universidade de Brasília, Bolsonaro se beneficiou de “um forte sentimento anti-Lula e anti-PT e (da ideia) de que ‘todos os políticos são corruptos'”.
Apesar de ter sido deputado por quase três décadas, Bolsonaro é visto como “um recém-chegado com um histórico limpo”, disse Fleischer.

– Haddad: o homem de Lula –
Haddad não era muito conhecido em nível nacional, antes de ser designado pelo PT como o candidato substituto de Lula. Foi prefeito de São Paulo e ministro da Educação no governo do ex-presidente.

Sua principal base de apoio são os eleitores saudosos das políticas de combate à pobreza e pujança econômica da era Lula (2003-2010) e que esperam que Haddad recupere estas conquistas, depois de anos de recessão e austeridade.

Haddad se comprometeu em implementar a ortodoxia do PT, elevando os impostos aos mais ricos, freando as privatizações e incrementando os gastos públicos, com o que espera revitalizar a combalida economia brasileira.

Para Fleischer, Haddad e o PT “querem repetir o que Lula fez como presidente, mas ignoram toda a corrupção praticada por Lula e sua ‘gangue'”.

– O resultado –
Até o momento, Bolsonaro parece estar ganhando a batalha. Nas últimas pesquisas, ele aparece com 59% das intenções de voto contra 41% para Fernando Haddad.
“Os eleitores querem uma mudança”, disse Fleischer, para quem isso também se refletiu no fato de o Partido Social Liberal (PSL), de Bolsonaro, ter passado de 8 para 52 deputados nas legislativas de de outubro, tornando-se a segunda bancada da Câmara.

AFP

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