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FMI. Estado português é um dos mais pobres do mundo

Redação

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A riqueza pública portuguesa, medida pela diferença entre ativos e passivos (responsabilidades) em proporção do produto interno bruto (PIB), é uma das mais negativas do mundo, indica um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado esta quarta-feira, em Bali, Indonésia.

De acordo com a publicação Monitor Orçamental, que é coordenada pelo antigo ministro das Finanças português, Vítor Gaspar, o sector público português terá uma riqueza líquida negativa na ordem dos 40% do PIB (isto é, os passivos superam os ativos nessa proporção), sendo assim o sétimo país mais desequilibrado num grupo de 69 territórios analisados.

Os dados usados pelo FMI referem-se a 2016. O FMI argumenta que estas contas podem ajudar a avaliar melhor a saúde financeira dos Estados do que, por exemplo, a dívida pública. Nesse sentido, os custos de financiamento soberanos (taxas de juro cobradas aos países) podem ser mais sensíveis ou mais bem explicados pelos indicadores patrimoniais (a tal riqueza líquida do sector público) do que propriamente pela dívida pública. De acordo com esta medida de riqueza líquida (há várias), a Grécia aparece como o Estado mais pobre, com um saldo negativo de 111% do PIB. Os passivos superam largamente os ativos detidos.

Em contrapartida, a Noruega, um dos países mais ricos do mundo e um grande produtor de petróleo, lidera este ranking com uma riqueza líquida equivalente a 348% do seu PIB (isto é, quatro vezes mais o valor da sua economia). Estes cálculos usam apenas os dados relativos aos ativos e passivos dos governos centrais e excluem responsabilidades com pensões e ativos referentes a recursos naturais (como o petróleo).

Estados empobreceram com a crise financeira O FMI explica que isto assim é porque os países (os Estados) empobreceram bastante na última crise ao assumirem enormes responsabilidades (prejuízos) com o sector financeiro e bancário. Foi para salvaguardar a estabilidade financeira, alegaram os vários governos na altura.

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