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Sociedade

Desmaios e choros no realojamento de populares da Ilha Seca no Zango

Foram precisos seis anos de martírio que os moradores da Ilha-Seca no zango, tiveram que esperar para puderem ser realojados.

António Sacuvaia

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Choros, desmaios e insatisfação para alguns, foi o cenário vivido pelos populares da Ilha-seca no processo de realojamento que teve início nas primeiras horas de terça-feira, 25 de setembro, no distrito do Zango.

Das 126 famílias previstas e cadastradas pela Administração de Viana para o realojamento, até as 13 horas do segundo dia, o Correio da Kianda no local, constatou que apenas 80 famílias tinham sido contempladas com as casas de tipologia t3, no projecto habitacional Bento Kangamba, tendo sido garantido a este jornal pelo Administrador adjunto para área técnica de Viana Fernando Binge, que o processo poderá continuar.

Se por um lado alguns mostraram-se satisfeitos pelas casas recebidas, outros, os não contemplados, e que supostamente eram também moradores daqueles casebres, mostraram-se insatisfeitos, e acusam a Administração de Viana, de ter adulterado a lista com nome de pessoas fictícias, conforme conta uma das moradoras em entrevistas a este Jornal.

“Tem pessoas que receberam casas que não vivem e nunca viveram aqui!… Nós estamos aqui a seis anos, aguentamos chuvas, nos tiraram fotografias à muitos anos, e hoje à Administração está a vir com uma lista que não consta lá os nossos nomes porquê? Isso é injustiça. Conta de forma indignada uma das senhoras presente no local.

O correio da kianda sabe, que as famílias, que viviam há mais 5 anos em casotas feitas de chapas de zinco e outro material rudimentar, foram realojadas numa acção conjunta entre a Administração de Viana e com apoio do empresário Bento Cangamba detentor das habitações, e do terreno, de onde foram transferidos os moradores da Ilha-Seca.
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As casas evolutivas onde estão acomodadas as pessoas beneficiadas, é de tipologia t3, e poderá ser partilhada por duas famílias, e que estes, terão de fazer outros acabamentos, como a aplicação de janelas, portas.

A falta de casas-de-banho, é uma das principais preocupações dos moradores ora realojados conforme conta uma das contempladas.

” Se já fizeram uma caridade porquê que não acabaram mesmo já de fazer bem, agora vamos fazer necessidades a onde? Aqui não tem casas-de-banho, nem portas, nem janelas assim mesmo está bom? Desabafou.

Sendo a maioria dos realojados desempregados, questionam-se como poderão fazer acabamentos nas suas residências, pelo que pedem o apoio da Administração municipal no sentido de os apoiarem.

De recordar que os moradores da Ilha-Seca, terão sido durante muito tempo, vítimas de quase tudo, desde a invasão por ratazanas, despistes de veículos, vandalização, e roubos protagonizados por jovens das zonas vizinhas.

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