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Análise

Estradas da Paz estão “Rotas”

Ana Margoso

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Catorze anos depois de Angola ter descoberto o “El Dourado” asiático, e com ele a primeira linha de crédito, as Estradas Nacionais (EN) são o exemplo vivo de como a corrupção e o compadrio levaram o país a falência.

Com o fim da guerra, e depois do ocidente se ter recusado a realizar a tão desejada conferência de doadores para a reconstrução do país, tal como aconteceu na Somália, o Governo de Angola sem dinheiro encontrou nos chineses a sua tábua de salvação.

No início de 2000, na altura os chamados futunguistas, os homens de JES põe-se em campo e depois de baterem a porta de vários países, estabelecem contactos com dirigentes chineses que veem com bom grado o pedido de socorro de Angola, numa altura em que o preço do barril de petróleo sobe vertiginosamente no mercado internacional.

O dinheiro, segundo se dizia aos quatro ventos, era para a reconstrução do país.

Às rodoviárias foram as primeiras prioridades, porque havia necessidade de ligar o país por via terrestre e também a livre circulação de pessoas e bens.

Em pouco tempo, graças ao dinheiro da China e a mão-de-obra barata e maioritamente proveniente daquele país, Angola se transformou num verdadeiro “canteiro de obras”. Era então a principal bandeira do MPLA para às eleições de 2008, as primeiras realizadas em tempo de paz.

Com à faca e o queijo na mão, a torneira do gigante asiático a jorrar dinheiro como se de água se tratasse, as obras não estavam apenas a ligar o país ou a reconstruir às infra-estruturas destruída pela guerra.

Infelizmente, depois dos 27 anos de conflito armado, e sem a desorganização que o conflito trazia, os novos-ricos que foram surgindo que nem cogumelos precisavam de uma nova fórmula de continuar a multiplicar os milhões.

Quem não conseguiu amealhar alguns com a contenda esfrega a mão de satisfação com os biliões e biliões vindos do novo patrocinador.

Às EN são construídas as pressas, faltando transparência na Fiscalização. Estes grupos passaram pelos concursos públicos à custa do compadrio.

Quem mandava na altura não estava muito preocupado com o tempo de duração do pavimento, tanto mais que às empresas de manutenção simplesmente foram ignoradas neste processo.

A ideia era mesmo deixar deteriorar-se, porque quanto mais cedo elas estragassem, mais cedo essas mesmas empresas seriam chamadas para mais uma vez fazerem uma fiscalização da Tretas, pois o mais importante não era a qualidade do tapete asfáltico, mas sim os milhões que ganhariam.

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