" />
Conecte-se agora

Economia

Angola deve aumentar transparência sobre instituições do sector petrolífero

Redação

Publicados

on

angola deve aumentar transparência sobre instituições do sector petrolífero - 20555343 770x433 acf cropped - Angola deve aumentar transparência sobre instituições do sector petrolífero

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) defendeu esta terça-feira que o Governo de Angola deve aumentar a transparência sobre os diferentes papéis das instituições que operam no setor petrolífero e apostar no processamento interno de crude.

“Entre as recomendações para garantir que os recursos petrolíferos de Angola são usados de forma transparente e eficaz estão a criação de políticas que revejam a moldura institucional para separar e aumentar a clareza sobre os papéis das diferentes instituições no setor petrolífero”, diz o BAD.

No relatório sobre as Perspectivas Económicas do Sul de África (‘Southern Africa Economic Outlook’, no original em inglês), os analistas defendem também o “desenvolvimento de políticas de gestão das receitas do petróleo” e promover a “maximização dos recursos do gás para gerar electricidade”.

Na análise regional das economias da África do Sul, divulgada esta segunda-feira em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, o BAD nota que “as economias, do ponto de vista individual, têm pouca margem de manobra orçamental num contexto de baixo crescimento” e daí a importância de políticas que favoreçam o crescimento sem sobrecarregar o orçamento.

“Os preços baixos do petróleo ajudaram a procura interna na região, apesar de Angola, o maior produtor e exportador da zona, continuar a viver os efeitos adversos dos preços baixos”, diz o BAD, acrescentando que a resposta das autoridades passou pela “implementação de medidas de consolidação orçamental, com o maior fardo a incidir sobre as despesas de investimento público”.

O problema, notam, é que “na medida em que os cortes no investimento público incidem sobre os sectores que alavancam o crescimento, isto pode impedir o crescimento económico a longo prazo no país e na região”.

Para piorar as dificuldades que Angola atravessa devido à descida dos preços das matérias-primas, nomeadamente o petróleo, responsável pela quase totalidade das exportações e cerca de metade da receita fiscal, o país sofreu um “efeito particularmente desestabilizador na moeda nacional e na posição face ao comércio internacional”.

Em Angola, notam, “a depreciação da moeda coincidiu com uma inflação excepcional nos preços dos bens alimentares”, que atirou o aumento dos preços gerais para mais de 20% este ano, segundo as previsões do BAD.

Para estes analistas, é urgente que Angola, um dos maiores produtores africanos, consiga rapidamente refinar o crude no país: “Apesar de Angola produzir muito petróleo, ainda importa produtos petrolíferos”, nota o BAD.

“O país tem de desenvolver políticas que favoreçam a utilização de petróleo processado no país”, acrescentam, concluindo que “a recente reestruturação da companhia nacional do petróleo [Sonangol] e a gestão geral dos sectores do petróleo e do gás vão provavelmente melhorar o desempenho destes sectores”.

Continue Lendo
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
Publicidade

Autores

António Sacuvaia
António Sacuvaia (76)

Editor

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (5)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Moses Caiaia
Moses Caiaia (4)

Mestrando em Ciências Jurídico-Empresariais

Vasco da Gama
Vasco da Gama (22)

Jornalista

Victor Hugo Mendes
Victor Hugo Mendes (8)

Jornalista e Escritor