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Morrer na vala diante do silêncio tumular do administrador Dumbo

Vasco da Gama

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Qualquer cidadão de bem – que a princípio deveríamos ser todos – residente em Luanda, principalmente, sabe, ou porque ouviu na rádio, ou leu num dos jornais, sejam eles impressos ou digitais, ou viu na televisão o que tem estado a passar um pouco por todo o território de Luanda, relativamente às consequências das chuvas que, ultimamente, têm estado a fustigar a capital angolana.

Sabe, por isso, que cada dia que ela – a chuva – cai morrem pessoas, desaloja algumas, impede o trânsito de outros e complica tudo o resto que se precisa para uma vida saudável.

Tudo o resto pode ser encarado como resto e aí ser considerado como tal. É o que, infelizmente, tem sido feito por todos, incluindo aqueles que por direito e dever têm responsabilidades de fazer mais. Aliás, a Lei, a moral e a cortesia bem como a religião, por exemplo, governam que aqueles façam alguma coisa por todos que a chuva tem estado a reduzir a pedintes.

O município de Viana lidera as estatísticas em termos de estragos da chuva, acompanhado pelo Cacuaco e Cazenga, respectivamente segundo as autoridades competentes. Porém, no que as mortes dizem respeito, Viana, lamentavelmente, lidera, igualmente, a lista e, neste sentido, se aponta os Zangos como estando no topo, já que às valas de drenagem aí começadas e deixadas a céu aberto e a Deus dará, têm estado a matar muitos cidadãos, maioritariamente jovens e adolescentes estudantes.

É exactamente sobre o zango, suas valas, seus mortos e o seu silente administrador, Jeremias Dumbo que pretendemos olhar. Morrem estes jovens, prejudicando o País e, na verdade, o homem continua remetido ao seu túmulo e a fazer jus a ininterrupta incompetência de administrar a coisa de todos e proporcionar aos administrados condições essenciais para que o bem-estar não seja uma miragem.

Jeremias Dumbo, um “velho” administrador, famoso pelo jardim milionário, em Benguela, um dos maiores escândalos já ocorridos em sede de investimentos públicos do País, tem estado a demonstrar que apesar de ter chegado ao cargo de administrador, diga-se, não desempenha o verdadeiro papel de administrar. Não sabe porque embora tenha encontrado às valas nas condições perigosas teria avançado para uma intervenção, mesmo paliativa, para que os seus mortos de hoje fossem evitados. Chegou, constatou, olhou, analisou, viu, entendeu e nada fez, absolutamente nada, para que previsse os danos decorrentes das chuvas.

Administrar é prever, planificar, projectar e resolver e, neste aspecto, Jeremias Dumbo, nada fez e, infelizmente, quem paga da sua incompetência, da sua falta de acção, falta de projectos e antecipação são os coitados pacatos cidadãos. Eles vão à vala despercebidamente – até porque não estão sinalizados – morrem e o administrador sinicamente faz o mínimo. – enviar o seu adjunto para área técnica para se aproveitar dos microfones de alguma imprensa e anunciar a morte e a intervenção naquela em que estiver em foco fruto da referida morte.

Neste estágio, não nos resta nada para afirmar que Jeremias Dumbo já teve todos os registos necessários para que fique em casa a cuidar dos filhos, netos e os negócios, pelo menos resultantes do jardim milionário, pois, administrar de facto, fica aquém das exigências.

Falta apenas que o seu chefe perceba isso e o manda à reforma, nem que seja compulsiva ao homem, a menos assim se poupem vidas de jovens que se não tivesse um administrador que passa longe dos anseios dos cidadãos.

Não se compreende que para tratar de terrenos, demolir esta ou aquela casa, tratar dos mercados o administrador tenha tempo e vá no terreno pessoalmente e não tenha o mesmo tempo quando se tratar de cuidar das valas e

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Autores

António Sacuvaia
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Ladislau Neves Francisco
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Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

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Mestrando em Ciências Jurídico-Empresariais

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