" />
Conecte-se agora

Mbuandja na Kianda

Acaba de me matar: Entre a nobreza e o elitismo social

Vasco da Gama

Publicados

on

- 3AC3DEF3 4C05 42A4 94D0 33B8D6D5A4FC - Acaba de me matar: Entre a nobreza e o elitismo social

Surgiram ao meio desta semana, nas redes sociais, fundamentalmente, imagens diversas e tiradas de vários ângulos que chamam atenção a quem as vê.
Comentários – entre sugestões e críticas – não se fizeram esperar e cada fé-lo da sua perspectiva. Uns concordam – em grande maior, em nossa opinião – outros descordam, mas verdade é que a campanha continua e bem animada, visando manifestar descontentamento entorno dos inúmeros problemas sociais por todos enfrentados.
Consta que o protesto resulta do facto de num momento de crise económica e financeira profundas com resultados catastróficos nos sectores da educação, saúde e saneamento básico, o governo do MPLA ter elaborado e aprovado um orçamento que atribui verbas muito exíguas àqueles sectores essenciais na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos bem como o desabamento de uma moradia e a consequente morte de uma adolescente que, como se diz, residia em Cacuaco.
Os protestos, num modelo pouco ortodoxo, para alguns jovens, deixam a todos uma mensagem clara de que embora não se vá às ruas de Luanda, essencialmente, a cultura de dizer não, descordar e, com isso, manifestar publicamente está a instalar-se entre os angolanos. É preciso que estes sinais existam e tenham continuidade. É preciso que a consciência das pessoas evolua para este sentido, pois um País sem críticas (os) é um País moribundo e que não desenvolve nunca.
Em fim, quem aderiu tem todos os motivos para se sentir feliz pelo contributo que deu na “libertação” de algumas mentes que, infelizmente continuam agarradas ao passado temeroso.
A exigência de uma distribuição justa, elegante e perceptível dos recursos que, a princípio, deveriam ser de todos é uma atitude nobre e o “ACABA DE ME MATAR” encontra justificações porquanto se funda na procura do bem-estar dos cidadãos.
No entretanto, para além das manifestações ou dos protestos – diga-se, muito aderidos – há quem entenda que a campanha é muito baixa, desnecessária, de cobardia, pelo facto de muitos dos que a aderiram nunca terem aparecido nos protestos de rua já organizados no País.
A par destes – ignorantes e jocosos – há os que pior do que eles entendem que o referido protesto é exclusivo aos “meninos”, desocupados, irresponsáveis. É assim que, como vemos, a campanha resume-se a pessoas anonimas do ponto de vista mediático. Contrariamente ao caso de gelo nos Estados Unidos da América aderido por várias individualidades, nós preferimos ficar no muro a assistir ao filme sob capa de figuras públicas, professores universitários, jornalistas, jogadores militares e outros.
É, infelizmente, esse agir que nos retira a liberdade, torna-nos cidadãos espectadores que aguardam que alguém faça por nós e sirva de bandeja.
Para eles, os melhores protestos não são os feitos nas redes sociais. No entanto, os mesmos esquecem – ou nunca souberam – que para se verificar hoje uma mentalidade pavorosa foram investidos valiosos recursos – entre financeiros e humanos – e durante muito tempo. (portanto, deveriam saber que nada é por caso hoje).
Dito de outro modo, a mentalidade do pavor que faz com que os cidadãos não sejam afáveis aos protestos de rua é fruto deste investimento a que nos referimos que não permitia, até a um passado recente, opinar contra o “chefe” independentemente do momento e local.
Hoje, já o vemos e/ou fazemos, aqui e acolá, na rua ou na internet. Logo, é um passo que foi dado rumo ao exercício da cidadania embora ainda muito longe das sociedades cujo histórico não inscreveu o avultado investimento da dopagem e alienação mental.
Finalmente, quer o elitismo – aqueles que acham que não podem participar do “acaba de matar” por serem do outro nível, assumida e presumidamente – quer os que se sentem irritados com o facto de existirem muitos “revus” da internet, a mensagem é simples. – Calma, paciência e participação, pois, é assim que se transmite a cultura e simultaneamente se ensina a ser e dever ser. Portanto, A NOBREZA E O ILITISMO SOCIAL têm que contribuir na evolução do caracter individual de cada um de nós no intuito de que aqueles que se manifestam, exclusivamente, nas redes sociais possam, num futuro breve sai às ruas, se necessário, a exigir melhores condições de vida e divisão equitativa dos recursos público.

Publicidade

Autores

António Sacuvaia
António Sacuvaia (76)

Editor

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (5)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Moses Caiaia
Moses Caiaia (4)

Mestrando em Ciências Jurídico-Empresariais

Vasco da Gama
Vasco da Gama (22)

Jornalista

Victor Hugo Mendes
Victor Hugo Mendes (8)

Jornalista e Escritor