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O papel das empresas de tecnologias de informação e comunicação no processo da diversificação da economia

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o papel das empresas de tecnologias de informação e comunicação no processo da diversificação da economia - Eng Paulo Francisco - O papel das empresas de tecnologias de informação e comunicação no processo da diversificação da economia

Por: Paulo Francisco António
(paulogugas@hotmail.com)
Consultor de TIC e Professor Universitário

A arena tecnológica do nosso país está assente em empresas de telecomunicações como ANGOLA TELECOM, UNITEL, MOVICEL, MSTELCOM, ANGOLA CABLES, TVCABO e empresas de Tecnologias de Informação como EVER IT, SISTEC, ITA, NCR, NOVABASE, RAMOSSOFT, ITEXPERTS e a HUAWEI, onde cada uma desempenha um papel crucial para que o nosso país esteja na vanguarda das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Ora, o processo da diversificação da economia deve ser o mais inclusivo possível, isto é, deve captar receitas de todas as áreas, mormente das tecnologias de informação e comunicação por ser uma área emergente e em franco e vertiginoso crescimento, o que contribuirá grandemente para a sustentabilidade da nossa economia. As empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação são empresas que atingem e abrangem quase todos os angolanos, pelo facto de estarem presentes em todo o país e são empresas que tanto a montante como a jusante empregam muita e diversificada mão-de-obra.

O processo de desenvolvimento do sector económico depende em grande medida da forma como se desenvolvem as empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação. A realidade prova-nos que as empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação estão em quase todos os lugares do nosso país, porquanto encontramos amiúde angolanos com telemóveis conectados à rede de telefonia móvel, usufruindo de todos os serviços oferecidos por este dispositivo.

Diga-se em abono da verdade, que depois do processo de paz em Angola, o PIB do nosso país dependia mais de 60% do sector petrolífero, porém, actualmente apenas cerca de 1/3 do nosso PIB é que depende do sector petrolífero. Nesta perspectiva, é notório o crescimento da contribuição do sector não petrolífero. Em função de grandes estudos e análises feitas, o governo angolano tomou as medidas necessárias para manter a estabilidade económica do país e principalmente manter e garantir a continuidade dos programas sociais em curso e que têm um grande
impacto na vida da população.

Assiste-se hoje em Angola a instalação de muitas empresas oriundas de diversas partes do mundo, em que uma boa percentagem é representada pelas empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação. Quando se tem uma economia cada vez mais alicerçada nas tecnologias, as empresas de TIC desempenham e ocupam um lugar crucial neste processo. Outrossim, as empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação serão a alavanca do processo de diversificação da economia, quando o país adoptar modelos de industrialização da economia através da informatização e automatização dos processos inerentes a esta realidade. Sem sombra de dúvidas as Tecnologias de Informação e Comunicação são de capital importância para o desempenho da economia, tornando-se incomensurável o seu desempenho e domínio.

As TICs têm um potencial transformador nas sociedades, porque tanto o ambiente de negócio, o empreendedorismo e o próprio governo fazem recurso às TICs, o que nos leva a depreender que as TICs são omnipresentes ou ubíquas e estruturantes para qualquer sector da vida social. A emergência das TICs em Angola tem contribuído e facilitado sobremaneira o processo de realização de negócios no país, bastando para o efeito comparar o número de utilizadores que acedem a estes serviços, ou seja, de acordo as estatísticas, no ano 2000 Angola tinha 25.000 (vinte e cinco mil) utilizadores da rede de telefonia móvel e em 2016 conforme os dados fornecidos pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, este número cresceu exponencialmente tendo atingido 13 milhões de utilizadores, importa também referir que 20% da população tem acesso à Internet, sendo que 800 mil dispositivos conectam-se aos pontos públicos de acesso à Internet, ampliando o número de pessoas com acesso a esta rede, o que se pode considerar um “boom” relativamente ao número inicial.

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